Mercado & tendências · Edição 01
O que está movendo o setor de vidros e esquadrias em agosto de 2026
Publicado em 21 de agosto de 2026 · Jornal Glass One
A cada quinze dias, a Glass One reúne aqui as principais notícias de mercado e tendências do setor de vidros planos e esquadrias de alumínio — com curadoria a partir de fontes como ABRAVIDRO, AFEAL, Revista Contramarco e Contábeis. Nesta edição: panorama para 2026, o aquecimento das esquadrias de alumínio, preços do metal, um alerta de custos e uma mudança tributária que já está em vigor.
Vidro plano: 2026 deve ser um ano de equilíbrio, mas com desafios persistentes
O Vidro Plano, publicação da ABRAVIDRO, traçou o panorama do setor para 2026: o PIB brasileiro deve crescer 1,8% (ante 2,26% em 2025) e a indústria, 1,1%, com desaceleração frente ao ano anterior. Já a construção civil tem perspectivas “mais favoráveis” segundo o SindusCon-SP, puxada pela ampliação do Minha Casa, Minha Vida (recursos de R$ 144,5 bilhões) e por lançamentos imobiliários em alta — só em São Paulo, cresceram 31% nos últimos 12 meses.
A fabricante AGC reforça esse tom de “otimismo cauteloso”: espera um mercado mais equilibrado que 2025, beneficiado pela queda gradual da Selic, mas ainda pressionado por custo de energia, instabilidade geopolítica nos insumos, falta de mão de obra qualificada e complexidade tributária. A aposta da indústria é migrar de commodities para produtos de maior valor agregado (controle solar, laminados, isolamento acústico, vidro automotivo).
Fontes: ABRAVIDRO — Vidro Plano · ABRAVIDRO — AGC
Esquadrias de alumínio: setor cresce acima da construção civil e se prepara para a FESQUA 2026
O setor de esquadrias de alumínio faturou R$ 11,95 bilhões em 2025, alta de 13,5% sobre os R$ 10,53 bilhões de 2024, com o consumo de alumínio para esquadrias avançando 5,9% — crescimento acima do restante da construção civil. A expectativa da AFEAL é de continuidade dessa expansão em 2026, puxada por eficiência energética, sustentabilidade e automação.
A data para acompanhar de perto: 9 a 12 de setembro, a FESQUA 2026 (São Paulo Expo) recebe o 7º Encontro Nacional da AFEAL, no dia 10/09. Segundo Fernando Rosa (AFEAL), o encontro “coloca as esquadrias como protagonistas na arquitetura”; para Luis Tavares (Grupo Contramarco), o evento “reforça o papel da Fesqua como ponto de encontro da indústria”.
Fontes: Revista Contramarco · Guia do Vidro
Alumínio & câmbio: preço recua, mas segue em patamar historicamente alto
Segundo levantamento da AFEAL, a cotação média do alumínio na LME caiu 2,64% entre janeiro (US$ 3.148,38/t) e fevereiro de 2026 (US$ 3.065,35/t). Combinada à queda de 2,57% do dólar PTAX médio no mesmo período (de R$ 5,3380 para R$ 5,2006), a tonelada em reais recuou 5,14%, de R$ 16.806,13 para R$ 15.941,53. Apesar do alívio pontual, o metal segue em nível historicamente elevado, pressionado pela demanda industrial global e pelo custo de energia.
Fonte: AFEAL News
Fique de olho: reajuste de 15% acende alerta para nova onda de aumentos
Um reajuste de 15% comunicado ao mercado serve de indicador para uma possível onda de aumentos em cadeia no setor de vidro e esquadrias. A pressão vem de vários fatores ao mesmo tempo: energia elétrica (fornos operam 24h), logística mais cara, oscilação do alumínio e tarifas comerciais dos EUA, além da desaceleração da construção civil — cuja projeção de crescimento para 2026 foi revisada de 2% para 1,2%. Como resume o artigo: “separadamente, cada fator poderia ser absorvido pelo mercado — o problema é que estão acontecendo ao mesmo tempo”. Recomendação: atenção redobrada aos orçamentos e negociações, sem necessidade de pânico imediato.
Fonte: Jornal do Vidro
Reforma tributária: desde 3 de agosto, NF-e passa a exigir destaque de IBS e CBS
Empresas do lucro real e lucro presumido já são obrigadas a informar IBS e CBS nas notas fiscais eletrônicas — notas incompletas são rejeitadas automaticamente pelo sistema. Vale para toda a cadeia da construção civil, incluindo fornecedores de vidro e esquadrias. Fiscos podem aplicar multas de até 12% (IBS) e 6% (CBS) do valor da operação após 60 dias de notificação sobre inconsistências. A transição segue até 2033, com convivência dos dois sistemas tributários no meio do caminho — vale reforçar com o setor contábil se a emissão de notas já está adequada.
Fonte: Contábeis







